Coren-AL visita HU para averiguar superlotação neonatal

Entidade tenta procurar mecanismos para aumentar o número de leitos para recém-nascidos da unidade


Na última sexta-feira (08), o Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren-AL) visitou o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes, localizado no bairro Cidade Universitária, para averiguar a situação de superlotação neonatal no local. O objetivo da ação é traçar novos mecanismos para o aumento do número de leitos para recém-nascidos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).


São 10 leitos disponibilizados na UTI do hospital para os recém-nascidos, no entanto, com a superlotação, 15 a 16 bebês ficam nesse espaço. A situação é tão crítica que a capacidade da Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) e do Centro Obstétrico (CO) também está acima do permitido.


Para o presidente do Coren-AL, Renné Costa, as condições atuais são insuficientes. “Os recém-nascidos que precisam de cuidados mais específicos estão dentro do Centro Obstétrico, o que é irregular. Esse espaço não foi feito pra manter recém-nascidos. Só que o HU tem feito o possível pra salvar vidas”, afirma Renné.


A pouca oferta de leitos para recém-nascidos é um problema antigo. Em agosto do ano passado, representantes do Coren-AL visitaram o HU para tentar alguma solução para superlotação e instauram um processo de interdição ética do setor. Entretanto, após análise, foi sugerido ao plenário a não interdição, principalmente, pelo fato de ser uma maternidade de alto risco, de ser uma situação que ocorre de forma sazonal e a porcentagem de apenas 6% dos pacientes que nasciam e permaneciam ficavam mais de 24h.


Depois de mais uma denúncia, o Coren criou a proposta de uma comissão composta pelos conselhos de fisioterapia, medicina e enfermagem, da própria Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e das Secretarias de Saúde do município de Maceió e do Estado.


“Queremos avançar nessa pauta para abrir mais leitos de UTI. Criar uma comissão muito robusta capaz de convencer a importância do aumento de leitos de UTI neonatal para a resolução desse conflito. Representa muito risco para os recém-nascidos, podendo existir possíveis complicações de uma gestação de alto risco”, reforça o coordenador de Divisão de Processos Éticos, Lucas Casado.


A visita contou com a presença do presidente, Renné Costa, do vice-presidente, Paulo Guimarães, do conselheiro Esvaldo Silva e do coordenador de Divisão de Processos Éticos, Lucas Casado.


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