Abril Azul: técnica de enfermagem alagoana fala sobre como é ter um filho autista

Roselí Pimentel se emociona ao pedir mais conscientização

No mês dedicado à conscientização do autismo, a técnica de Enfermagem Roselí Pimental falou um pouco sobre como é cuidar do filho Lucas Mateus, 11 anos, que tem o Transtorno do Espectro Autista (TEA) para o Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren-AL), nesta quarta-feira (20).


De acordo com uma pesquisa divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2021, existem cerca de 70 milhões de pessoas no mundo que vivem com alguma forma do Espectro Autista, sendo de maneira mais branda ou mais grave.


O transtorno do espectro autista se refere a uma série de condições caracterizadas por algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação e na linguagem, e por uma gama estreita de interesses e atividades que são únicas para o indivíduo e realizadas de forma repetitiva. São cinco tipos: infantil precoce, infantil, de Kanner, de alto funcionamento e atípico.


No entanto, o preconceito e a discriminação tornam o processo de inclusão social desses indivíduos muito mais difícil. “Meu filho tem muita dificuldade na escola, por conta do bullying. O despreparo profissional causou um trauma e, hoje, ele não quer ir para escola. A minha dificuldade, atualmente, é fazer com que ele volte a estudar”, informa a técnica de Enfermagem Roselí Pimentel.


Lucas Mateus tem a forma mais branda do transtorno. Com o preparo profissional adequado, Roselí conseguiu ajudar o seu filho a desenvolver a fala, a escrita e a comunicação interpessoal.


A técnica de Enfermagem reforça que o autismo ainda precisa ser mais abordado nas escolas e que os pais ajudem os filhos a entenderem como devem agir com colegas que possuam esse transtorno. “Eu gostaria que os pais se conscientizassem e conscientizassem os seus filhos. Busquem conhecer melhor, busquem o respeito”, enfatiza a profissional.


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